Mudanças ambientais quaternárias verificadas por meio de depósito de leque aluvial no Planalto de Palmas, Paraná e Água Doce, Santa Catarina, no Sul do Brasil

Palavras-chave: Fluxos, Água, Estudo paleoclimático

Resumo

Processos de gravidade, como os fluxos, podem apresentar alto teor de água que os condicione a comportamento reológico mais próximo de líquido (newtoniano), apesar de serem não newtonianos; enquanto os demais movimentos de massa podem evidenciar comportamento reológico plástico. Essas diferenças podem ser expressas nos depósitos de leques aluviais. Nesse sentido, a concentração relativa de água parece ser a chave para a interpretação do tipo de depósito resultante, bem como pode sugerir inferências a respeito do regime hídrico e fazer considerações paleoambientais. No geral, o quadro evolutivo do leque aluvial sugere que o Campo de Palmas começou a surgir a partir de 24.000 anos AP, decorrente de mudanças climáticas do Último Máximo Glacial até o Holoceno médio, representando um clima mais seco em relação ao atual, com precipitações concentradas. Essas precipitações alteraram a relação água-sedimento, originando o depósito do leque aluvial no canal de 1ª ordem hierárquica do rio Chopim durante o Holoceno.

Publicado
2019-12-06