Castanheira-do-pará: os desafios do extrativismo para plantios agrícolas

  • Alfredo Kingo Oyama Homma Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
  • Antônio José Elias Amorim de Menezes Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
  • Marcia Motta Maués Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
Palavras-chave: Castanha-do-pará, Extrativismo, Domesticação, Amazônia

Resumo

Procura-se descrever a trajetória da castanha-do-pará como produto obtido essencialmente da coleta e do início da domesticação pelas comunidades indígenas pré-colombianas. A despeito de ser um produto conhecido no mercado interno e externo, a castanheira foi sendo destruída, vítima das políticas públicas que eram seguidamente implantadas na Amazônia. Os imigrantes japoneses que se instalaram em Tomé-Açu (1929) e Parintins (1931) foram os primeiros a tentar o plantio de castanheiras em sistemas agroflorestais (SAF). Na década de 1980, com o desenvolvimento das técnicas de formação de mudas e de enxertia pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA) Amazônia Oriental, iniciaram os plantios em grandes áreas, que apresentaram dificuldades com relação à sua viabilidade econômica. A perda da hegemonia brasileira frente à Bolívia, as mudanças no processo de comercialização e as dificuldades de transformá-la em uma planta de cultivo são desafios que se apresentam para o futuro. A inserção das castanheiras em SAF constitui a forma mais apropriada para garantir a sua viabilidade econômica.

Publicado
2021-02-23
Como Citar
Homma, A., Menezes, A. J., & Maués, M. (2021). Castanheira-do-pará: os desafios do extrativismo para plantios agrícolas. Boletim Do Museu Paraense Emílio Goeldi - Ciências Naturais, 9(2), 293-306. Recuperado de https://boletimcn.museu-goeldi.br/bcnaturais/article/view/526