Crescimento e sobrevivência de castanheira (Bertholletia excelsa Bonpl., Lecythidaceae) plantada em diferentes condições de luminosidade após seis anos de plantio na região do rio Trombetas, Oriximiná, Pará

  • Ricardo Scoles Universidade Federal do Oeste do Pará
  • Gilmar Nicolau Klein Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade
  • Rogério Gribel Instituto de Pesquisa do Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Palavras-chave: Dendrometria, Silvicultura, Luz, Rebrotação, Fogo

Resumo

Este estudo avaliou o desempenho e a sobrevivência da castanheira (Bertholletia excelsa Bonpl., Lecythidaceae) em três ambientes com diferentes condições de luz em plantios experimentais localizados na região do rio Trombetas (Oriximiná, Pará). Três tratamentos ambientais de exposição à luz: roçados de mandioca abandonados (100% de abertura de dossel), capoeiras jovens (20-80%) e sub-bosque de castanhais (< 10%), com quatro repetições, foram utilizados para o desenvolvimento da pesquisa. Por seis anos, mediram-se as plantas (altura, diâmetro do caule) e registraram-se os episódios de mortalidade e rebrotação. As plantas de castanheira no roçado tiveram um crescimento muito maior, em altura e diâmetro, que as dos outros dois tratamentos. O índice de sobrevivência das castanheiras plantadas variou conforme o tratamento adotado: 90% (roçado), 77% (capoeira) e 21% (sub-bosque de castanhal). A capacidade de rebrotação das plantas de castanheira foi altíssima no tratamento de roçado, recuperando-se de forma significativa após um ano da perturbação severa causada por fogo e com surgimento majoritário de mais de um caule. Conclui-se que a castanheira é uma árvore fortemente dependente de luz para o seu desempenho juvenil, com alta sobrevivência em condições de exposição à luz e com alta capacidade de rebrotação após perturbação por fogo.

Publicado
2014-08-29
Como Citar
Scoles, R., Klein, G., & Gribel, R. (2014). Crescimento e sobrevivência de castanheira (Bertholletia excelsa Bonpl., Lecythidaceae) plantada em diferentes condições de luminosidade após seis anos de plantio na região do rio Trombetas, Oriximiná, Pará. Boletim Do Museu Paraense Emílio Goeldi - Ciências Naturais, 9(2), 321-336. https://doi.org/10.46357/bcnaturais.v9i2.528