Resposta da meiofauna bentônica à criação de ostras-do-mangue (Crassostrea gasar) em um estuário amazônico
DOI:
https://doi.org/10.46357/bcnaturais.v21i1.1091Palavras-chave:
Meiofauna, Bioindicador, Aquicultura, Costa amazônica, Crassostrea gasar, Ecologia bentônicaResumo
A maricultura está expandindo rapidamente no Norte do Brasil, onde o cultivo de ostras representa uma atividade econômica essencial. No entanto, pouco se sabe sobre seus efeitos nas comunidades de estuários. Este estudo avaliou a influência do cultivo de ostras (Crassostrea gasar) sobre a estrutura da comunidade de meiofauna no estuário de Curuçá (Pará, Amazônia). As amostragens foram realizadas em dois locais: uma área sob as mesas de cultivo de ostras e uma área-controle, situada a 100 m de distância. Ambas as áreas apresentaram sedimentos finos e bem selecionados, com teor de matéria orgânica maior na área de cultivo. Foram registrados doze grupos de meiofauna, dominados por Nematoda e Oligochaeta. A densidade foi menor na área de cultivo, a riqueza não diferiu entre os locais. Gastropoda e Bivalvia ocorreram sob as mesas de cultivo, indicando enriquecimento. As análises multivariadas revelaram diferenças na estrutura da comunidade associadas ao tamanho dos grãos e ao teor de matéria orgânica. De modo geral, o cultivo de ostras induziu mudanças moderadas e restritas, sem ultrapassar limites ecológicos. As respostas seletivas dos táxons de meiofauna ressaltam seu potencial como indicadores precoces dos impactos da aquicultura em estuários tropicais e destacam a necessidade de monitoramento ambiental contínuo.
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