Biodiversidade bentônica da Margem Equatorial Brasileira: uma revisão sistemática com recomendações para prioridades de conservação e pesquisa

Autores

DOI:

https://doi.org/10.46357/bcnaturais.v21i1.1097

Palavras-chave:

Plataforma amazônica, Fluxograma PRISMA, Macrofauna, Megafauna, Meiofauna, Conservação marinha

Resumo

A Margem Continental Equatorial do Brasil, que abrange os estados do Maranhão, Pará e Amapá, abriga ecossistemas marinhos únicos e pouco estudados, com elevada importância ecológica e econômica. Esta região tem recebido atenção internacional devido ao potencial de exploração de hidrocarbonetos e à recente descoberta de extensos sistemas recifais na foz do rio Amazonas. Neste estudo, apresentamos a primeira revisão sistemática da biodiversidade bentônica na plataforma continental e no talude desta margem. Foram analisados mais de 4.000 documentos de grandes bases científicas, identificando-se 13 estudos que atenderam a critérios rigorosos de inclusão. Esses estudos relatam, coletivamente, 15 filos, 407 gêneros e 498 espécies bentônicas, sendo Nematoda, Cnidaria, Arthropoda e Mollusca os grupos mais diversos. No entanto, a pesquisa tem se concentrado fortemente em megabentos/megafauna (11 estudos), enquanto meiofauna e microbentos permanecem gravemente sub-representados. Quase metade de todos os estudos foi conduzida nos últimos quatro anos, refletindo o crescente interesse científico e industrial na região. Apesar desses avanços, habitats de águas profundas (> 2.000 m) e monitoramento de longo prazo ainda são escassos. Discutimos as implicações desses padrões à luz da literatura internacional, destacando lacunas de conhecimento urgentes e prioridades de conservação para uma das últimas grandes fronteiras marinhas do Atlântico.

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Publicado

06/19/2026

Como Citar

Monteiro Trindade dos Santos, T., Baia, E., Santos, A. P., & Venekey, V. (2026). Biodiversidade bentônica da Margem Equatorial Brasileira: uma revisão sistemática com recomendações para prioridades de conservação e pesquisa. Boletim Do Museu Paraense Emílio Goeldi - Ciências Naturais, 21(1), 1-34. https://doi.org/10.46357/bcnaturais.v21i1.1097

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