Diversidade de espécies e chaves de identificação das Leguminosae ocorrentes nas restingas do estado do Pará, Brasil

  • Wanderson Luis da Silva e Silva Universidade Federal do Pará. Belém, Pará, Brasil
  • Mônica Falcão-da-Silva Universidade Federal do Pará. Belém, Pará, Brasil
  • Ely Simone Cajueiro Gurgel Museu Paraense Emílio Goeldi/MCTIC. Belém, Pará, Brasil
  • Ricardo de S. Secco Museu Paraense Emílio Goeldi/MCTIC. Belém, Pará, Brasil
  • Maria de Nazaré do Carmo Bastos Museu Paraense Emílio Goeldi/MCTIC. Belém, Pará, Brasil
  • João Ubiratan Moreira dos Santos Universidade Federal Rural da Amazônia. Belém, Pará, Brasil
Palavras-chave: Amazônia, Fabaceae, Vegetação costeira, Composição florística

Resumo

As restingas paraenses possuem diferentes fisionomias de acordo com sua composição vegetacional no sentido mar-continente. Nesse ecossistema, Leguminosae consta como uma das famílias mais ricas e importantes ecologicamente. Contudo, no Pará, estudos existentes contemplam parcialmente a diversidade da família. Dessa forma, este trabalho objetivou listar a diversidade de espécies, fornecendo chaves de identificação e comentando os padrões de distribuição geográfica e de habitat das Leguminosae nas restingas do Pará. A listagem florística foi obtida a partir de inventários realizados entre setembro/2014
e setembro/2016 de coleções dos principais herbários do estado (MG, IAN e MFS) e também de literatura especializada, conforme a citação dos materiais examinados em trabalhos taxonômicos realizados com grupos de Leguminosae, distribuídos pelas restingas do estado. Foram registrados 67 táxons, reunidos em 40 gêneros. A subfamília Papilionoideae (43 táxons) foi a mais representativa (64% do total), seguida de Caesalpinioideae (21 táxons). Inga Mill. e Chamaecrista Moench foram os gêneros mais representativos, com cinco espécies cada. A maior riqueza de Leguminosae ocorre no ‘campo de dunas’. O conhecimento
da flora de Leguminosae nas restingas do Pará pode subsidiar o plano de manejo desse ecossistema em áreas de Unidade de Conservação, contribuindo para futuros trabalhos e incrementando conhecimento sobre a flora do Pará e da Amazônia.

Publicado
2019-05-03