Diversidade florística e estoque de carbono de sistemas agroflorestais em dois municípios do nordeste paraense, Brasil

  • Silvio Roberto Miranda dos Santos Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Belém, Pará, Brasil
  • Osvaldo Ryohei Kato Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Belém, Pará, Brasil
  • Manoel Malheiros Tourinho Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Belém, Pará, Brasil
Palavras-chave: Biodiversidade, Biomassa, Agroecossistemas, Amazônia

Resumo

Objetivou-se analisar a florística e o estoque de carbono (EC) de dois tipos de sistemas agroflorestais (SAF): tradicional, em Cametá, Pará (SAF-CM), e comercial, em Tomé-Açu, Pará (SAF-TA). Utilizaram-se parcelas de 50 m x 50 m, onde foram medidos o diâmetro à altura do peito (DAP) e a altura de todos os indivíduos (ni) com DAP ≥ 5 cm. A biomassa seca dos SAF foi determinada pelo método indireto. Foram inventariados, em média, nos SAF-CM, 2.458 ni ha-1, pertencentes a 12 famílias, 19 gêneros e 19 espécies, enquanto que, nos SAF-TA, 1.249 ni ha-1, pertencentes a nove famílias, 13 gêneros e 13 espécies. Euterpe oleracea (açaí) e Theobroma cacao (cacau) foram as espécies mais importantes nos SAF estudados. O EC foi maior nas árvores do que no açaí e no cacau. O manejo adotado influenciou na riqueza de espécies e no EC. Os SAF-CM mostraram maior resiliência e os SAF-TA, maior antropia. Outras espécies destacaram-se em abundância e EC: Virola surinamensis, Hevea brasiliensis e Carapa guianensis, nos SAF-CM, e Spondias luteaBertholletia excelsa e Swietenia macrophylla, nos SAF-TA. Os resultados obtidos põem os SAF como alternativa de produção para consumo, venda e EC, ratificando a viabilidade socioeconômica e ambiental desses agroecossistemas na Amazônia.

Publicado
2018-05-09