O ponto de equilíbrio na assimilação de carbono em sistemas agroflorestais nos municípios de Cametá e Tomé-Açu, no estado do Pará, Brasil

  • Silvio Roberto Miranda dos Santos Universidade Federal Rural da Amazônia. Belém, Pará, Brasil
  • Osvaldo Ryohei Kato Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. Belém, Pará, Brasil
  • Manoel Malheiros Tourinho Universidade Federal Rural da Amazônia. Belém, Pará, Brasil
  • José Felipe Souza de Almeida Universidade Federal Rural da Amazônia. Belém, Pará, Brasil
  • Beatriz Lopes Pereira Universidade Federal Rural da Amazônia. Belém, Pará, Brasil
Palavras-chave: Relações sistêmicas, Modelo presa-predador, Biomassa

Resumo

O estudo objetivou avaliar o ponto de equilíbrio entre fatores bióticos e abióticos na assimilação de carbono em sistemas agroflorestais (SAF), nos municípios de Cametá (SAF-CM) e de Tomé-Açu (SAF-TA), no estado do Pará. Utilizou-se oito parcelas de 50 m x 50 m, onde foram medidos o diâmetro à altura do peito (DAP) e a altura (H) de todos os indivíduos (ni) com DAP ≥ 5 cm. Para determinar o estoque de carbono (EC) contido na biomassa seca, a vegetação dos SAF foi dividida em açaí (Euterpe oleracea), cacau (Theobroma cacao) e árvores (espécies florestais). Foram inventariados, em média, 2.458 ni/ha nos SAF-CM e 1.249 ni/ha nos SAF-TA, sendo açaí e cacau as espécies mais importantes. O EC foi maior nas árvores tanto nos SAF-CM quanto nos SAF-TA. A modelagem matemática presa-predador nas populações de carbono e de plantas nos SAF demonstrou elevado número de ponto de equilíbrio, que, na prática, seria o melhor momento para conduzir um plano de manejo. O modelo mostrou-se apto e adequado na avaliação da interação e do ponto de equilíbrio entre as populações (carbono e plantas). Os resultados ratificam os SAF como uma alternativa de produção sustentável do ponto de vista ambiental e socioeconômico para a região e para a Amazônia.

Publicado
2018-05-09