Bosque como refúgio para as briófitas: o caso do parque Ibirapuera, em São Paulo, Brasil

Palavras-chave: Antóceros, Área antrópica, Hepáticas, Musgos, Vegetação urbana

Resumo

A brioflora está empobrecendo em muitos países e, no entanto, forma um grupo de plantas importante para a sustentabilidade da sociedade. O presente artigo trata das briófitas do parque Ibirapuera – que possui áreas com bosque heterogêneo, entre áreas onde predominam edificações, córrego e lagos –, na cidade de São Paulo. O material totaliza 688 exsicatas depositadas no Herbário Maria Eneyda Pacheco Kauffmann Fidalgo, do Instituto de Botânica, além de duplicatas, no Herbário da Prefeitura do Município de São Paulo. O parque Ibirapuera possui 63 espécies de briófitas. Muitas delas se restringem a determinadas áreas do parque, onde várias ocorrem ainda em locais únicos. A maior riqueza da brioflora nas áreas com bosque heterogêneo, em relação às áreas onde predominam as edificações, comprova que as primeiras áreas servem como refúgio para várias espécies de briófitas, no parque Ibirapuera. Esses resultados demonstram a importância que a arborização tem para a conservação da brioflora do parque, a qual – agora conhecida – pode contribuir para o monitoramento da qualidade ambiental do local. A flora de briófitas destaca-se por apresentar uma variedade e uma espécie endêmicas do Brasil, duas espécies ameaçadas de extinção, sendo uma delas citada pela primeira vez para o país.

Publicado
2019-12-06