Emprego dos focos de calor na avaliação das queimadas e em incêndios florestais em Paragominas, Pará, Brasil

  • Gil Mendes Sales Museu Paraense Emílio Goeldi/MCTIC. Belém, Pará, Brasil
  • Jorge Luis Gavina Pereira Museu Paraense Emílio Goeldi/MCTIC. Belém, Pará, Brasil
  • Marcelo Cordeiro Thalês Museu Paraense Emílio Goeldi/MCTIC. Belém, Pará, Brasil
  • René Poccard-Chapuis Centre de Coopération Internationale en Recherche Agronomique pour le Développement. Paris, França
  • Arlete Silva de Almeida Museu Paraense Emílio Goeldi/MCTIC. Belém, Pará, Brasil
Palavras-chave: Fogo, Focos de calor, Gestão territorial, Paragominas

Resumo

Os números de ocorrências de focos de calor têm crescido nos últimos anos no Brasil, evidenciando um quadro preocupante na dinâmica de ocupação. O emprego adequado destes dados de monitoramento pode subsidiar políticas de gestão locais que sejam eficazes e coerentes a uma nova ordem ambiental global. O objetivo deste artigo foi avaliar o emprego dos dados de focos de calor sobre a dimensão das queimadas ocorridas em Paragominas, Pará, no ciclo 2015-2016, para subsidiar o entendimento sobre a recorrência do fogo na paisagem, com vistas a proporcionar uma perspectiva construtiva de prevenção e de combate, cujo objetivo cadencia pressões, principalmente, aos remanescentes florestais e, por conseguinte, à qualidade ambiental. Foram utilizados dados do banco de dados de queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), produtos de sensores remotos e técnicas de geoprocessamento e interpretação de imagens para entender tais particularidades ocorridas no período. Os resultados demonstraram uma baixa coincidência dos focos de calor com risco de incêndio acima de 50% sobre as áreas queimadas mapeadas, em torno de 20% em 2015 e 10% em 2016. Por outro lado, foram importantes indicadores temporais das zonas de pressão aos remanescentes florestais, indicando, inclusive, ocorrência em boa parte dos assentamentos agrícolas

Publicado
2019-05-03